Um dos princípios que norteiam a proposta humanista e integral do Colégio Cruzeiro é o fortalecimento de valores como a solidariedade, a empatia e o respeito ao próximo.
Por isso, a Instituição desenvolve atividades que permitem aos seus alunos colocar em prática o que aprendem na teoria.
Durante a Viagem de Estudos à Alemanha, nossos alunos viveram experiências que ultrapassaram fronteiras e mostraram, na prática, o que significa aprender com o outro. Em diferentes cidades, os alunos do Colégio Cruzeiro promoveram ações sociais que uniram culturas, despertaram empatia e reforçaram valores que levamos no coração.
Café, conversa e conexão.
No Café Tür an Tür (https://tuerantuer.de/cafe/), em Augsburg, a ação social uniu escuta, afeto e presença entre culturas distintas. Parte dos alunos conversou com refugiados e imigrantes de países como Ucrânia, Turquia, Afeganistão, Síria, Iraque, Somália, Nigéria, Gâmbia e Senegal, enquanto outro grupo atuou como barista, servindo cafés e participando de rodas de conversa.
Também houve uma oficina de teatro. No final, lembranças do Brasil foram entregues e uma roda de samba improvisada colocou todo mundo para sorrir e aprender novos passos. Porque, quando a empatia guia o encontro, as fronteiras desaparecem.
Brincar também é forma de cuidar.
Em Köln, nossos alunos não levaram apenas lembranças do Brasil. Levaram cuidado em forma de brincadeira.
Divididos em dois grupos, visitaram duas unidades da Cruz Vermelha Alemã — uma em Ehrenfeld, outra em Chorweiler. O plano era simples: montar estações lúdicas para crianças refugiadas, na sua maioria vindos da Ucrânia, Russla, Turquia, Afeganistão, Síria, Iraque, Irã, Servia e Kosovo. O que aconteceu ali, no entanto, foi pura transformação.
Entre corridas de saco, dança das cadeiras e tatuagens de henna, surgiram conversas, trocas e olhares atentos.
“Enquanto ajudávamos nas estações, íamos conversando com as crianças, trocando vivências. Aprendi muito com elas”, contou Beatriz Carneiro.
Ao final, sorrisos largos, sorvetes gelados e presentes que atravessaram o oceano: brinquedos, doces e lembranças do Rio de Janeiro.
“Foi difícil estar ao lado de pessoas tão jovens que já viveram tanto… mas poder fazê-las felizes foi maior que tudo”, escreveu Ana Luiza Silveira.
Foi só uma tarde. Mas ficou marcada como um daqueles momentos em que o mundo faz sentido. Porque educar também é isso: acreditar que, mesmo sem falar a mesma língua, a gente pode se entender — e se transformar.
Encontro sensível em Dachau.
A parceria com a Cáritas levou nossos alunos a um alojamento de refugiados, onde vivem famílias que deixaram tudo para trás — a maioria ucraniana, mas também vindas de países como Síria, Nigéria, Afeganistão, Senegal e Iémen.
Ali, conheceram histórias marcadas pela guerra, pela migração forçada e pela esperança de recomeçar.
Realidade dura.
Encontro sensível.
Nossos alunos passaram a tarde com as crianças do local: jogaram futebol e peteca, pintaram rostos, desenharam, trançaram cabelos e, ao final, entregaram lembranças do Brasil — doces, brinquedos e chaveiros do Rio de Janeiro.
“Foi impossível sair dali do mesmo jeito. Elas nos acolheram com o coração. E devolveram muito mais do que levamos.” - Carolina Souto, professora
Na ausência de um lar fixo, a escuta virou abrigo. E a empatia, caminho para enxergar o outro com mais humanidade.
Um encontro que não cabia em nenhuma matéria do currículo. Mas que ensinou o essencial.
Alunos do grupo Stuttgart participaram de uma ação social junto a jovens refugiados, entre 11 e 16 anos, vindos de diferentes partes do mundo — Turquia, Ucrânia, Siria, Kosovo, Afeganistão, Iraque, Sérvia, Índia e Paquistão — na Französische Schule Tübingen (https://www.franzoesische-schule.de/).
O que parecia distância se transformou em acolhimento. Pintaram juntos um quadro do Pão de Açúcar, fizeram pizzas com sotaque, brincaram, se escutaram e aprenderam.
E ali, num país tão distante, nossos alunos entenderam algo difícil de explicar e fácil de sentir: que o outro nunca é tão longe quando há empatia de verdade.
Ao término, os alunos entregaram brindes que trouxeram do Brasil como chocolates, chaveiros, bonés, petecas.
“Foi um momento inesquecível tanto para eles quanto para nós. Com uma visita curta, conseguimos trazer dignidade e dar atenção individual para quem lutou a vida toda por isso.” – Manuela Motta, aluna participante
Empatia em prática. Um encontro que vai além da sala de aula.
A parceria com a Cáritas possibilitou que os alunos conhecessem o Projeto Passerelle (https://projektpasserelle.com), localizado na cidade de Tübingen. No local, tiveram a oportunidade de interagir com jovens refugiados vindos da Ucrânia, Síria e Iraque.
Por algumas horas, deixaram de ser visitantes para se tornarem parte.
Participaram de oficinas de cerâmica, prepararam brigadeiros e tapiocas, jogaram futebol e vôlei…
Mas, principalmente, trocaram sorrisos e vivenciaram momentos que ficarão eternizados.
“Essa tarde me fez refletir sobre empatia e a importância de acolher o outro com carinho.” – Daniel Moreira do Egito, aluno
“Fiquei muito feliz de ver aquelas crianças brincando com a gente. Abriu muito a minha visão sobre como elas vivem e o que enfrentam.” – Lucas Coelho, aluno
No fim, não foram as atividades que mais importaram. Foi a entrega. E a certeza de que, em poucas horas, é possível tocar vidas — e ser tocado por elas.
Ao término das atividades, nossos alunos entregaram brindes trazidos do Brasil: paçoca, bombons, pirulitos e café.